As eleições em Israel registam uma afluência recorde, sinalizando um descontentamento que pode fragilizar a coligação de Benjamin Netanyahu e dificultar a representação de partidos menores no Knesset. A análise de Maria Isabel Tavares, professora de Direito Internacional, aponta para uma possível mudança de tom na política externa israelita, embora sem alterações radicais na questão palestiniana. Relativamente à tensão com o Irão, a expectativa de um ataque norte-americano permanece, possivelmente adiada para o período pós-eleições intercalares, enquanto potências regionais como a Arábia Saudita e o Qatar tentam mediar o conflito. Paralelamente, o diálogo recente entre a Noruega, a Finlândia e a Rússia sobre a Ucrânia é visto como um passo positivo para a manutenção de canais diplomáticos, apesar das divergências territoriais profundas que ainda impedem uma resolução imediata do conflito.
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