
A intensificação das ameaças russas contra a NATO e a Europa reflete uma estratégia de provocação política face ao impasse militar na conquista do Donbass. Estas ações, que incluem sabotagem cibernética e ameaças diretas a fábricas de armamento europeias, visam testar a coesão da União Europeia, especialmente em países com ciclos eleitorais próximos, como a França. Paralelamente, a volatilidade dos preços dos combustíveis é agravada pelos ataques ucranianos a refinarias russas, uma tática que Kiev se dispõe a cessar caso Moscovo interrompa as agressões às suas redes de transporte e energia. No Médio Oriente, a postura da administração Trump sinaliza uma rutura diplomática com o Irão, utilizando a expulsão de delegações e a ameaça de uma ofensiva militar em larga escala como mecanismos de pressão para forçar a aceitação das condições norte-americanas. António José Telo, especialista em geopolítica e antigo professor da Academia Militar, analisa como estas tensões interligadas moldam a atual instabilidade global.
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