A instabilidade política na Alemanha, marcada pelo crescimento eleitoral de forças extremistas como a AFD e o Die Linke, reflete uma crise sistémica que ameaça a coesão europeia e o apoio à Ucrânia. Azeredo Lopes, ex-ministro da Defesa, argumenta que este cenário é agravado pela postura da administração norte-americana, que tem fragilizado as democracias europeias e o modelo liberal vigente. A Rússia capitaliza sobre estas divisões internas, focando-se em desestabilizar o consenso político europeu para erodir o suporte ao esforço de guerra ucraniano. Este desafio não é apenas militar, mas uma guerra política onde a unidade europeia é o principal alvo, evidenciada por posições ambíguas de líderes como o primeiro-ministro eslovaco. A sobrevivência do projeto europeu depende da capacidade de resistir a esta pressão externa e à crescente hostilidade ideológica que permeia as sociedades do continente.
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