Onde pára o caso. Acessos Medicina. Diretor alvo de suspensão de um mês e meio
Gabinete de Guerra
A polémica sobre o acesso ao curso de Medicina da Universidade do Porto em 2025 centrou-se em pressões para a admissão de 30 candidatos sem a nota mínima de 14 valores. O reitor António Sousa Pereira denunciou ameaças e pressões externas, enquanto o Ministro da Educação, Fernando Alexandre, negou qualquer influência indevida, acusando o reitor de mentir sobre conversas telefónicas. Um inquérito interno da faculdade resultou em processos disciplinares contra 11 membros, incluindo o diretor Altamiro da Sousa Pereira, com penas suspensas. Paralelamente, o Ministério Público mantém um inquérito sob segredo de justiça. João Paulo Batalha, vice-presidente da Frente Cívica, sublinha que a cultura de influências e a hiper-regulação procedimental em Portugal facilitam a criação de "escapatórias" legais, defendendo maior transparência e o fim da dependência entre averiguações internas e inquéritos criminais para garantir a integridade dos processos públicos.
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