
Os resultados do PISA revelam um declínio acentuado no desempenho dos alunos portugueses de 15 anos em leitura, matemática e ciências, anulando duas décadas de progresso educativo. A pandemia, marcada por encerramentos prolongados das escolas, constitui o principal fator desta quebra, agravada pela escassez persistente de professores. Paralelamente, o uso excessivo de ecrãs e a transição pedagógica para um modelo focado em "competências" em detrimento do conhecimento profundo têm prejudicado a capacidade cognitiva e a atenção dos jovens. A desigualdade socioeconómica permanece um entrave estrutural, com uma disparidade de conhecimentos significativa entre alunos de meios favorecidos e desfavorecidos, desperdiçando talento e limitando a mobilidade social. A reversão deste cenário exige uma mudança de paradigma, priorizando o rigor académico e a equidade no acesso ao ensino para garantir que a escola funcione como um verdadeiro trampolim para o futuro.
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