
António José Telo, antigo professor na Academia Militar, analisa a interligação estratégica entre os conflitos na Ucrânia e no Médio Oriente, destacando o papel mediador de Donald Trump após reuniões discretas com Volodymyr Zelensky e Benjamin Netanyahu. A ausência de declarações públicas sugere avanços substantivos e uma coordenação de interesses que envolve também a China e a Arábia Saudita. No Médio Oriente, a complexidade aumenta devido à fragmentação do poder no Irão, onde a Guarda Revolucionária e dezenas de grupos "procuradores" (proxies) operam com autonomia, dificultando uma paz estável. Paralelamente, a Rússia intensifica a pressão militar sobre a Ucrânia através de bombardeamentos massivos com bombas planadas, visando forçar a aceitação de condições de paz favoráveis a Moscovo. Este cenário revela uma urgência global por pausas táticas, motivada por necessidades económicas e pelo desgaste das populações civis em ambas as frentes de guerra.
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