A estratégia geopolítica dos Estados Unidos no Médio Oriente baseia-se na construção de uma nova arquitetura de segurança e defesa que exclui o Irão, utilizando a retórica contraditória de Donald Trump como tática de negociação para assegurar acordos comerciais e financeiros favoráveis. O Irão, atualmente debilitado por uma grave crise económica e pelo bloqueio naval norte-americano, enfrenta uma capacidade militar convencional em declínio, o que força o regime a procurar entendimentos temporários para recuperar forças. António José Telo, antigo professor na Academia Militar, sublinha que a Europa carece de autonomia estratégica e deve alinhar-se com a posição norte-americana. Caso contrário, a região corre o risco de sofrer infiltrações desestabilizadoras semelhantes às observadas no Líbano, tornando a cooperação transatlântica a única alternativa realista para evitar um caos regional que prejudicaria gravemente os interesses europeus.
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