O memorando de entendimento entre os Estados Unidos e o Irão representa uma derrota estratégica para Washington, ao priorizar a normalização da navegação no Estreito de Hormuz em detrimento de questões críticas como o programa nuclear e os mísseis balísticos. Este acordo, marcado pela fragilidade, integra o conflito no Líbano, evidenciando a influência do Irão e a complexidade das dinâmicas regionais que envolvem o Hezbollah. Paralelamente, a tensão diplomática entre Israel e a alta representante da União Europeia, Kaja Kallas, reflete não apenas divergências sobre as práticas israelitas nos territórios ocupados — qualificadas pelo Tribunal Internacional de Justiça como discriminatórias —, mas também um mal-estar institucional interno na União Europeia quanto à distribuição de competências e à condução da política externa. A professora Maria Isabel Tavares analisa estes desenvolvimentos como sinais de uma transformação profunda nas relações geopolíticas globais.
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