Portugal apresenta uma esperança média de vida superior à média europeia, impulsionada por melhorias históricas nas condições de vida e na saúde materno-infantil. Contudo, o país enfrenta desafios estruturais, como a baixa esperança de vida saudável após os 65 anos, particularmente entre mulheres, e desigualdades sociais que penalizam o acesso a medicamentos e cuidados. A economista da saúde Céu Mateus destaca que, embora o Serviço Nacional de Saúde garanta cobertura universal, cerca de 40% dos gastos totais em saúde provêm do setor privado. Este crescimento da procura privada reflete tanto a maior capacidade financeira da população quanto as falhas de resposta do sistema público. A medicina, apesar dos avanços tecnológicos e da inteligência artificial, mantém a sua essência na relação humana, exigindo escolhas políticas complexas num cenário onde o investimento em saúde enfrenta a lei dos rendimentos marginais decrescentes.
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