
Uma rede criminosa lavou cerca de 88 milhões de euros através de lojas de produtos chineses na zona industrial da Varziela, em Vila do Conde. O esquema baseava-se na recolha diária de numerário proveniente de vendas não declaradas, que era posteriormente depositado em contas de empresas de fachada com nomes criativos. Para contornar as regras de *compliance* bancário, os suspeitos realizavam depósitos sistematicamente inferiores a 10 mil euros, evitando a identificação obrigatória da origem dos fundos. A investigação, que culminou na acusação de 22 arguidos por crimes de branqueamento de capitais, falsificação de documentos e associação criminosa, revelou a utilização de identidades usurpadas e passaportes falsos para sustentar a estrutura financeira. Os jornalistas João Godinho e Mariana Furtado detalham como o grupo mantinha uma elevada adaptabilidade, utilizando contas adormecidas e transferências complexas para movimentar o capital ilícito para o estrangeiro.
Sign in to continue reading, translating and more.
Open full episode in Podwise