
A investigação de sete anos sobre o constitucionalista Jorge Bacelar Gouveia, suspeito de corrupção, terminou sem qualquer acusação formal. O processo, iniciado em 2018 após denúncias anónimas, centrou-se em alegadas trocas de doutoramentos por dinheiro e diamantes, além de manipulação de júris académicos e ligações ao caso Tutti Frutti. Apesar de medidas intrusivas como escutas telefónicas, vigilância presencial e levantamento do sigilo bancário, o Ministério Público arquivou o inquérito por falta de provas conclusivas, agravada pela ausência de resposta das autoridades angolanas. A investigação destaca-se pela decisão singular do procurador de não interrogar o arguido, sob o pretexto de que este provavelmente exerceria o direito ao silêncio. O caso também envolveu o atual presidente do Tribunal Constitucional, José João Abrantes, referido no processo devido à sua proximidade com o visado e participação em júris académicos sob suspeita.
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