O conflito no Médio Oriente centra-se na estratégia de Israel para neutralizar o Hezbollah, uma força armada significativamente mais robusta e perigosa do que o Hamas. António José Telo, antigo professor da Academia Militar, sublinha que Israel não está em guerra com o Estado libanês, mas sim com uma organização terrorista que ataca civis israelitas há décadas. A influência do Irão, embora temporariamente limitada por dificuldades logísticas na Síria, permanece o motor da instabilidade regional. O desenvolvimento do programa nuclear iraniano representa uma ameaça existencial, capaz de comprometer o comércio global através do Estreito de Hormuz. Perante este cenário, a falta de coesão europeia e o distanciamento da relação atlântica fragilizam a segurança global, deixando o Médio Oriente num estado de tensão insustentável que exige uma resposta estratégica clara e imediata.
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