
A nova diretiva europeia sobre transparência salarial visa combater a disparidade remuneratória entre homens e mulheres, exigindo a sua transposição para a legislação portuguesa. O processo de recrutamento sofrerá alterações significativas, com a obrigatoriedade de divulgação da remuneração inicial e a proibição de questionar o histórico salarial dos candidatos. Internamente, as empresas deverão realizar auditorias salariais periódicas; caso se verifique uma diferença superior a 5% entre géneros sem justificação objetiva, a situação terá de ser corrigida. Embora não permita o acesso direto aos salários individuais dos colegas, a norma garante aos trabalhadores o direito de conhecer a média salarial da sua categoria profissional. Esta medida procura reduzir o fosso salarial, um problema persistente que, segundo dados da Comissão para a Igualdade de Género, tem vindo a agravar-se em cargos de maior qualificação.
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