
As recentes deslocações de Donald Trump e Vladimir Putin à China de Xi Jinping consolidam a centralidade geopolítica chinesa, que projeta uma imagem de potência moderadora face à retórica agressiva do Ocidente e da Rússia. Embora os Estados Unidos mantenham a hegemonia económica e militar, a China posiciona-se como o principal desafiante, num cenário onde a "Armadilha de Tucídides" é mitigada pela dissuasão nuclear. A visita de Trump reflete a necessidade de pressionar o Irão para sair de um impasse estratégico, enquanto a relação com Putin revela dificuldades económicas concretas, como a ausência de acordos sobre o fornecimento de gás. Estes líderes, apesar das diferenças ideológicas, partilham um temperamento autoritário e pragmático, utilizando o nacionalismo como pilar de legitimação interna num mundo multipolar que desafia a ordem internacional estabelecida.
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