
A saúde mental no setor da arquitetura enfrenta desafios críticos, com 80% dos trabalhadores a reportarem impactos negativos devido a horários desregulados, excesso de horas extraordinárias não pagas e ambientes de trabalho tóxicos. A falta de conciliação entre a vida profissional e pessoal, aliada à insegurança laboral e à pressão constante por prazos, conduz a quadros graves de exaustão psicológica e burnout. A intervenção eficaz exige uma mudança sistémica nas organizações, focada na justiça organizacional, no reconhecimento e na valorização dos trabalhadores, superando medidas superficiais de bem-estar. A organização coletiva e a sindicalização surgem como mecanismos fundamentais para equilibrar as relações de poder, promover a solidariedade entre pares e reivindicar condições laborais dignas, essenciais para a sustentabilidade da saúde mental e física dos profissionais.
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