A maldade é uma dimensão constitutiva da subjetividade humana, exigindo uma distinção clara entre a agressividade sublimada e a passagem ao ato criminoso. A expectativa social de doçura, frequentemente imposta às mulheres, funciona como um dispositivo de controle que mascara a própria violência e subordinação. Enquanto a neurose opera através do recalque e da culpa, a perversão e a psicose ignoram o limite da lei e a vergonha, tratando o outro como objeto. O humor e a arte surgem como ferramentas sofisticadas para processar afetos negativos, permitindo que a raiva seja canalizada de forma estratégica sem se tornar destrutiva. A psicanálise revela que o imperativo de "ser bonzinho" pode esconder formas perversas de manipulação, tornando essencial a elaboração da própria maldade para estabelecer laços sociais mais autênticos e menos alienados.
Sign in to continue reading, translating and more.
Open full episode in Podwise
