A relação entre a Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos atravessa um período de tensão crescente, marcada pela transição de uma dinâmica de "irmão mais velho e mais novo" para uma competição estratégica direta. Enquanto Riade tenta implementar a "Visão 2030" para diversificar a sua economia e atrair investimento, os Emirados consolidaram-se como um polo financeiro e tecnológico moderno, desafiando a hegemonia saudita. Este afastamento reflete-se na política externa, com os dois países a apoiarem fações opostas em conflitos no Iémen, Sudão e Somália. Além disso, as estratégias divergentes face ao Irão e a aproximação dos Emirados a Israel, através dos Acordos de Abraão, acentuam as disparidades. O jornalista José Carlos Duarte sublinha que esta rivalidade, embora discreta, altera o equilíbrio de poder no Médio Oriente, à medida que ambos procuram garantir a sua influência regional num cenário pós-petróleo.
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