
A guerra no Irão e o bloqueio do Estreito de Hormuz redefiniram a geopolítica energética global, devolvendo a geografia ao centro das decisões estratégicas. António Costa e Silva, especialista em energia, destaca a contradição entre a globalização e a dependência crítica de estreitos marítimos, como Hormuz, Bósforo e Taiwan. Enquanto os Estados Unidos consolidam a sua posição como superpotência de hidrocarbonetos através da revolução do *shale oil*, a China lidera a transição para a eletrificação, dominando a produção de tecnologias renováveis e baterias. O conflito atual, além de pressionar os preços globais, ameaça a segurança alimentar devido à escassez de fertilizantes e enxofre. A destruição de infraestruturas críticas, como os campos de gás no Qatar, aponta para um período prolongado de instabilidade, exigindo que as democracias liberais reforcem a cooperação comercial para mitigar os riscos de uma ordem internacional fragmentada.
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