
O debate entre Pacheco Pereira e André Ventura, centrado na violência política antes e depois do 25 de Abril, revelou uma postura de Pacheco Pereira marcada por um excesso de preparação estratégica e um notável peso do ego, que transformou o encontro num duelo político em vez de uma análise histórica. Enquanto o consenso sobre a repressão no Estado Novo é amplo, a violência política ocorrida no PREC permanece um tema tabu e menos explorado, sendo o principal mérito do debate a abertura de espaço para discutir este período com maior rigor. A alegação de Ventura sobre a ausência de ordens escritas de Salazar ignora a existência de diplomas legais, diários e registos de encontros com a PIDE que documentam a responsabilidade direta do regime, tal como a arbitrariedade das prisões pós-revolucionárias, exemplificada pela atuação de figuras do novo poder e pela detenção de cidadãos sem mandados judiciais.
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