Portugal enfrenta um risco elevado de incêndios florestais para o próximo verão, impulsionado por uma combinação crítica de fatores climáticos e estruturais. O inverno rigoroso deixou milhões de árvores caídas e um excesso de biomassa que, com a chegada do calor, transformará as serranias em autênticos barris de pólvora. A localização geográfica do país, situada numa zona de transição climática, agrava a vulnerabilidade, enquanto o êxodo rural e o abandono das atividades tradicionais, como o pastoreio, impedem a gestão eficaz da floresta. A dispersão urbana descontrolada complica ainda mais o combate aos fogos, forçando os bombeiros a priorizar a proteção de habitações em detrimento da contenção das chamas. A falta de manutenção de caminhos rurais e a dificuldade em implementar soluções económicas sustentáveis mantêm o território numa situação de perigo constante, exigindo medidas preventivas urgentes e coordenadas.
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