O conservadorismo contemporâneo enfrenta uma crise de identidade profunda, marcada pela obsolescência de modelos tradicionalistas e pelo esgotamento da aliança histórica com o liberalismo económico. Miguel Morgado, professor e antigo assessor político, defende uma rearticulação do pensamento conservador baseada na excelência humana e na limitação da ação política, rejeitando a visão de que a política deve subsumir todas as esferas da vida. A conversa explora a falência das utopias do século XX, a influência da Doutrina Social da Igreja na construção europeia e o impacto das intervenções geopolíticas americanas no Médio Oriente. O debate sublinha que a politização radical de todas as relações sociais, comum a agendas extremistas, empobrece a experiência humana e ameaça a estabilidade democrática, ao transformar a divergência em inimizade existencial.
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