António Lobo Antunes reflete sobre a vida, a escrita e a experiência da guerra, explorando temas como a cobardia, a descoberta dos outros e a importância da arte. Ele admite o remorso por sua passividade durante a ditadura, contrastando com a coragem que encontrou na guerra em Angola, onde aprendeu a valorizar a amizade e o respeito dos seus soldados. Antunes também aborda o medo constante que sente ao escrever, vendo cada livro como um novo começo, e a distância entre o sonho e a realização. Critica a indiferença perante o sofrimento e a morte anónima, revelando que escreve para dar voz aos que não têm, como o "pé" de uma criança morta num hospital, e expressa indignação com o silêncio da Igreja Católica em relação ao seu apoio à ditadura.
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