O 25 de Abril de 1974 marca uma rutura biográfica e política profunda para José Pacheco Pereira, que vivia na clandestinidade como militante maoista. O dia da revolução, vivido no Porto, é recordado através da observação da queda do regime, simbolizada pela fuga da polícia e pela destruição popular de um veículo da PIDE, eventos que transformaram o medo em alegria coletiva. A conversa percorre o percurso de Pacheco Pereira, desde a sua formação académica em Filosofia e atividade como professor provisório, até à sua militância no PCP(ML) e posterior rutura ideológica. O relato desmistifica a vida na clandestinidade, abordando a precariedade, a vigilância constante e a transição para o Clube da Esquerda Liberal, sublinhando a importância da consolidação democrática em Portugal após a queda da ditadura e o fim da guerra colonial.
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