Este episódio explora as complexidades do acordo entre a Ucrânia e os Estados Unidos para a segurança no Mar Negro, analisando seu impacto no conflito na Ucrânia e as implicações para a navegação na região. Contra o pano de fundo de uma profunda desconfiança entre a Ucrânia e a Rússia, a analista Daniela Nunes destaca a importância da mediação norte-americana, argumentando que este acordo, embora aparentemente promovendo a navegação segura, na verdade beneficia a Rússia ao permitir que ela continue a retardar uma solução viável para a guerra. Mais significativamente, a especialista aponta como a Rússia se utiliza da necessidade de países africanos por cereais e fertilizantes para pressionar por vantagens, enquanto os Estados Unidos parecem ignorar a clara agressão russa. Por exemplo, a citação do Ministro Lavrov sobre a necessidade de garantias de Washington ilustra a influência russa sobre as negociações. A discussão se estende para a improvável possibilidade de um cessar-fogo, dada a postura da Rússia, e a importância limitada da ONU nas negociações, com a Rússia buscando diluir a influência americana e envolver países com menor ligação à Ucrânia, como o Brasil ou a Índia. Finalmente, o episódio aborda o "Signalgate", um caso de vazamento de informações sigilosas via Signal, e a possível ocupação de Gaza por Israel, ambos eventos que, segundo a analista, refletem a fragilidade das negociações de paz e a complexa dinâmica geopolítica em jogo. O que isto significa para o futuro do conflito na Ucrânia e no Médio Oriente permanece incerto, mas a análise destaca a necessidade de uma abordagem mais equilibrada e menos influenciada por interesses políticos.